Síntese de Artigos Publicados
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» DINHEIRO É COISA RUIM?
Façamos uma pequena reflexão. É incontestável que toda obra de Deus é boa. E que a obra do homem, fruto da sua inteligência, é, de origem, semelhante à de Deus, igualmente boa. Assim, tem a propensão à realização da felicidade humana. Mas o homem, imperfeito e insatisfeito com a mera semelhança, vai além de seus limites e pretende, em sua ilucidez de motivação diabólica, superar-se até alcançar a igualdade com Deus. Não reconhece a própria pequenez nem se satisfaz com a auto-superação cotidiana. Não lhe bastam os novos horizontes descortinados, nem tampouco as necessidades já satisfeitas. Quer sempre mais de si e do mundo que o rodeia. Quer ser cada vez maior e mais poderoso. Quer usufruir mais e gozar mais. E nessa caminhada - que diz ser rumo ao sucesso - desconhece o sentido do que seja felicidade, abstrai o conceito de “próximo” e se distancia voluntariamente de Deus. Daí, apodera-se da natureza, adultera a obra divina e desvia a finalidade da obra humana, de tudo fazendo instrumento da satisfação de seus torpes e pecaminosos anseios. A eletricidade não foi descoberta para construir cadeiras elétricas. O avião não foi inventado para bombardear cidades. A Internet não foi criada para a massificação da pornografia. O celular não foi pensado para a realização de seqüestros-relâmpagos. Da mesma forma, o dinheiro não foi feito para corromper mentes ou para escravizar corpos. Sua finalidade original e real sempre foi servir como meio de troca e medida de valor. Esse é, então, o alerta da Campanha da Fraternidade, com o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. O dinheiro em si é de grande utilidade individual e social. É o trabalho traduzido em valor monetário. Facilita as trocas e torna possíveis as decisões por opções de consumo e lazer. Mas, pela intervenção do demônio, foi transformado de meio útil em fim perverso. E, em vez de servir ao homem, o dinheiro faz do homem seu servo. E se torna, então, o veículo para alcançar o ter, o poder e o prazer, as três poderosas e sedutoras forças que movimentam o mundo materialista, razões de pecado e condenação. Jesus nunca abominou o dinheiro. Nunca fez dele uma proibição. Nem afirmou que tê-lo está errado. Mas pôs sempre em evidência os efeitos que seu mau uso acarreta. E deixou claro que é impossível servi-lo ao mesmo tempo que a Deus. Creio que essa deva ser a conduta dos cristãos. Servir, só a Deus.
» A HERANÇA MALDITA
Sob a máscara de uma dívida externa inferior às reservas monetárias do Pais, que pode satisfazer os incautos, mas que não escapa aos mais atentos observadores, um outro problema toma corpo no Brasil. A dívida interna, que era de 892,84 bilhões de reais, ao final do Governo Fernando Henrique, vai ultrapassar, em 2010, ao final do Governo Lula, a casa dos l,730 trilhão de reais, segundo a projeção dos peritos. Quase não se fala nisso, no Brasil, nem mesmo na oposição ao Governo, apesar de significar praticamente o dobro da dívida existente em 2002. E que foi taxada por Lula como “herança maldita”. Tão assustadora quanto o tamanho da dívida é a velocidade com que ela vem crescendo. Em 2009, a dívida interna aumentou 7,16%, para um PIB que cresceu menos de 4%. E o Programa Anual de Financiamento prevê que a dívida sofrerá, em 2010, um acréscimo entre 6,9% e 16%. Tem mais: a dívida total do Brasil, que em 2009 ficou próxima dos 2 trilhões de reais, corresponde a 63% do PIB. Um endividamento desse porte compromete e sacrifica o crescimento da economia. Só o valor estimado de pagamento de juros dessa conta alcançará, este ano, a casa dos 160 bilhões de reais. Esse valor ultrapassa 14 vezes o consumido pelo Bolsa Família. Mas Lula vai deixar outras “heranças” para seu sucessor. O governo Lula contratou mais de 153.000 novos servidores, praticamente compensando o enxugamento feito no governo FHC e revertendo a política de corte de funcionários que teve início em 1990. E, bondoso coração, perdoou as dívidas de Moçambique (R$ 315 milhões), Nigéria (R$ 83 milhões), Bolívia (R$ 100 milhões), Paraguai (R$ 20 milhões), Cabo Verde (R$ 8 milhões), Nicarágua (R$ 141 milhões), Gabão (R$ 36 milhões) e Cuba (R$ 300 milhões). Mais do que isso, abriu linha de crédito para construção de uma usina de álcool em Cuba, para a construção de um estrada interior da Bolívia e, segundo consta, para a ampliação de um metrô na Venezuela. Favoreceu inclusive governos ditatoriais, que depois não se mostraram dignos do “amor” que Lula lhes demonstrou. Nenhum de nós foi sequer consultado para ver se concordava com tamanha generosidade. Pois é: o que se poderia fazer, no Brasil, nos campos da saúde e da educação, com todo esse dinheiro? Pagamos juros escorchantes por nossa própria dívida e perdoamos a dívida de terceiros para conosco. Muito inteligente... Qual a herança que Lula vai deixar para o próximo Presidente?
» BOAS NOTÍCIAS
É uma queixa generalizada: em boa parte, a mídia se pauta pelas más notícias. As pessoas perdem a vontade de ler o jornal ou de assistir a um noticiário, pois antecipam que ao invés de um “show da vida” vão tomar conhecimento de um “show do luto”. Expressiva parte da mídia segue o velho, desgastado e falacioso princípio de que, para ser notícia, para gerar tráfego de leitura ou para aumentar a audiência, a notícia deve causar impacto, de preferência gerando espanto, temor e ansiedade. Quanto pior a notícia, mais qualificado o noticiário. Um horror conceitual, que, parcial, não educa, não constrói e nem dá uma visão correta da realidade. O estresse decorrente desse aleijão informativo - invasivo e impositivo às mentes alcançadas - faz vicejar neuroses e depressões, ampliando em progressão geométrica o consumo de ansiolíticos e antidepressivos. Felizmente, nem toda a mídia é assim. E dou como exemplo a edição de 20 de janeiro de 2010, do Jornal do Comércio. Seja na Capa, seja no noticiário econômico, seja no caderno Geral, seja no Política ou no Esportes, o desfile de boas notícias supera bastante o de más notícias. E mesmo estas são apresentadas com a objetividade e a seriedade que os temas impõem, sem exagero de manchetes ou de emocionalidade indutora. Ou seja: há boas notícias a apresentar ao público. E não são poucas. E as más notícias, que também ocorrem e precisam ser do conhecimento público, podem receber um tratamento jornalístico mais adequado à sua sadia absorção. Examinando outros jornais, pude constatar que as notícias boas que apresentam, poucas, quase todas dizem respeito a cidades do interior do Estado. E aparecem em diminutos espaços, como se ali estivessem apenas para preenchê-los, na falta de coisa mais interessante. Não consigo entender – e muito menos aceitar - essa política editorial. Por que não fazer como o Jornal do Comércio? As boas notícias também devem ser divulgadas. Além disso, têm efeito multiplicador, pois são exemplares e servem de modelo e inspiração para que outras boas notícias sejam geradas.
» SIM AO PONTAL DO ESTALEIRO (III)
D. Altamiro Rossato, Arcebispo Emérito de Porto Alegre, certa vez afirmou que “faz mais barulho uma árvore caindo do que uma floresta crescendo.” A frase se aplica por inteiro ao caso do Pontal, pois vem aí a Consulta Popular, para saber o que a população pensa sobre a construção no Pontal do Estaleiro. A pergunta que deverá ser respondida é a seguinte:“Além da atividade comercial já autorizada pela Lei Complementar nº 470, de 02 de janeiro de 2002, deve também ser permitidas edificações destinadas à atividade residencial na área da Orla do Guaíba onde se localiza o antigo Estaleiro Só?” Só haverá duas respostas possíveis: SIM ou NÃO. A Consulta é praticamente desnecessária, no meu entender, pois pretende saber apenas se você aprova ou não a construção de imóveis residenciais, já que os comerciais já são permitidos. Ou seja: vai haver construção no local, independentemente da finalidade a que se destinarem. Qual o problema, então? Penso que é o anacronismo ideológico de uns poucos, porém ativos, refratários ao progresso e ao desenvolvimento. Não querem ou não são capazes de ver os muitos benefícios que decorrerão do empreendimento a ser realizado na área que era do antigo Estaleiro Só. Não conseguem assimilar que será eliminada a ociosidade que serão criados muitos empregos durante a construção e mesmo depois de sua conclusão; que irá circular um volume muito grande recursos, na compra de insumos para a obra; que será gerado um acréscimo de arrecadação municipal, em taxas e impostos, de modo permanente; que o local será embelezado e, também por sua destinação, tornar-se-á ponto de atração para o turismo; que haverá acesso público permanente àquele ponto da orla, hoje inacessível, permitindo à população desfrutar do contato direto e aprazível com o Guaíba; e que será feito um investimento de 165 milhões de reais na cidade, movimentando a riqueza local. Você, que não tem essa blindagem ideológica, deve votar SIM, na Consulta do próximo dia 23 de agosto. Eu também votarei SIM.
» SIM AO PONTAL DO ESTALEIRO (II)
As cabeças duras de falsos ou mal-informados ( para não dizer outra coisa ) defensores da orla do Guaíba têm feito com que façam cerrada oposição à construção de imóveis no Pontal do Estaleiro. Uns dizem-se ecologistas. Outros se dizem anticapitalistas. Outros, ainda, humanistas. Talvez eles até sejam isso tudo, mesmo. Não duvido. Mas uma coisa certamente têm em comum: a falta de visão de futuro e de progresso. Apegados a preconceitos marcadamente ideológicos, usam argumentos falaciosos para defender suas posições. Menciono um, para exemplificar: a orla tem que ser pública, de acesso livre a todos. Quem conhece Porto Alegre e o Pontal, sabe que há décadas que o local pertence à iniciativa privada e o acesso a ele não é livre. Que parcela da população da Capital já visitou o Pontal ? Praticamente ninguém sequer tentou entrar lá. Entretanto, o estudo feito para construção no Pontal prevê que apenas 47% da área será usado para construção. E, do restante, cerca de 30% será de livre acesso à população. Quem duvida, pode olhar na Internet o estudo apresentado, para comprovar o que afirmei. Outro ponto, agora. Há quem reivindique que a Prefeitura compre a área e a transforme numa praça pública. Só esquecem de dizer de onde vai sair o dinheiro para a compra. Basta raciocinar um pouco, gente. A Prefeitura mal tem dinheiro para pagamento do custeio e para a realização de obras essenciais... O melhor mesmo é deixar que a iniciativa privada realize ali as obras que planejou, dando ocupação nobre à área, criando empregos, gerando impostos e permitindo que todos possam usufruir dos encantos daquela região. Na consulta do dia 23, diga SIM ao Pontal do Estaleiro.
» SIM AO PONTAL DO ESTALEIRO (I)
Quer um bom motivo para votar SIM, a favor da construção de imóveis residenciais no Estaleiro? É o seguinte: isso será muito bom para Porto Alegre. Só por isso. Você duvida? Então veja só. Se for permitida a construção de imóveis residenciais no local, além dos imóveis comerciais ( que hoje já são permitidos ) e sendo aprovado o estudo já existente, amplamente divulgado pela mídia, acontecerá o seguinte: 1- será eliminada a ociosidade daquela área, hoje refúgio de marginais e traficantes, que apavoram a vizinhança; 2- serão criados muitos empregos durante a construção e mesmo depois de sua conclusão; 3- irá circular um volume muito grande recursos, na compra de insumos para a obra; 4 - será gerado um acréscimo de arrecadação municipal, em taxas e impostos, de modo permanente; 5- o local será embelezado e, também por sua destinação, tornar-se-á ponto de atração para o turismo; 6- haverá acesso público permanente àquele ponto da orla, hoje inacessível, permitindo à população desfrutar do contato direto e aprazível com o Guaíba; 7- será feito um investimento de 165 milhões de reais na cidade, movimentando a riqueza local; 8- o tratamento do esgoto cloacal, que seria de responsabilidade do DMAE, será feito inteiramente às custas do empreendedor; 9- o Museu Iberê Camargo, o Barra Shopping e o novo estádio do Internacional são também excelentes projetos, bem próximos ao Pontal, e esse conjunto certamente irá transformar essa região da cidade, transformando-a, inclusive, em atração turística. Há quem não goste de progresso e prefira opor-se ao Pontal. Posso entender sua posição. Mas minha preferência é pelo desenvolvimento, que ocupa mão-de-obra, paga salários, gera recursos municipais, melhora a vida de todos. No próximo dia 23, vou votar SIM, na Consulta Popular coordenada pela Prefeitura Municipal. E espero que você me acompanhe.
» É PROIBIDO FUMAR
Há poucos dias, uma rede de TV nacional apresentou uma reportagem em que uma garçonete de um restaurante fez um teste de avaliação pulmonar (tipo bafômetro). Primeiro, antes de iniciar o trabalho e, depois, passadas quatro horas de atividade em ambiente onde era permitido fumar. O resultado foi o esperado por quem já conhece o assunto: seus pulmões, antes limpos, estavam, ao final do teste, impregnados de tal forma, pela absorção passiva da fumaça, que correspondia a 20% do usual para um fumante contumaz. Com todos os riscos para a saúde daquela moça, como acontece a todos fumantes passivos. Mas, em São Paulo, pelo menos, isso vai mudar. Lei, recentemente decretada pela Assembleia e promulgada pelo Governador daquele Estado, proibindo uso de fumígenos em ambientes coletivos fechados, é ampla em seu alcance e deixa poucas possibilidades de uso de cigarros e assemelhados em espaços coletivos. Mais ou menos como no Uruguai, onde o Presidente da República fez idêntica proibição, válida para todo o território nacional. Aqui no Rio Grande do Sul, a proteção à saúde dos não fumantes ainda é lenta e claudicante. Dá para entender, diante da significação econômica da indústria do fumo, que tem aqui sua maior expressão nacional. Mas não dá para aceitar essa tibieza de postura. É tão flagrante e cientificamente comprovado que o fumo traz incontáveis males à saúde, com reflexos expressivos sobre o custo de atendimento pelo SUS aos prejudicados pelo uso do fumo, que a questão já deixou de ser apenas de discussão teórica, para exigir a adoção de medidas radicais. Em Porto Alegre, a Lei Municipal 555, de minha autoria, com idêntico escopo, foi aprovada, após enfrentar sérias resistência de grupos cujos interesses comerciais seriam atingidos. Foi preciso ceder um pouco, permitindo a existência de fumódromos, o que me frustrou um pouco. Mas pelo menos a parte mais importante do meu projeto foi atingida, que é a de proteção ao não-fumante. Estou na expectativa de que o Ministério da Saúde, com base em pesquisa feita pela ANVISA, proíba definitivamente o uso de fumo em todo o território nacional. Como eu disse antes, o objetivo é proteger a saúde dos não-fumantes, que são cerca de 80% dos brasileiros. Quanto aos fumantes, creio que devem procurar ajuda médica e psicológica, para se livrarem dessa malfadada adicção.
» ABORTO E ESTUPRO
O Ministério da Saúde, há dias, informou à mídia que, de 2007 para 2008, cresceu 122% o número de abortos praticados por gestantes entre 10 e 14 anos. A violência – com estupro – foi apontada como a principal causa do aumento desses casos. Foram 22 abortos em 2007 contra 49 em 2008. O fato de a causa geradora ser o estupro, como no recente caso da menina de 9 anos em Pernambuco, gera intensa comoção, provoca muita revolta e causa insegurança geral. Mas, ao mesmo tempo, provoca uma distorção perversa, enganadora e falaciosa. Os abutres de plantão valem-se desses dados para criticar a Igreja, por ser contrária ao aborto, que é causa de excomunhão “latae sententiae”, mesmo em casos de estupro. Não querem reconhecer que aborto é homicídio atroz, é crime hediondo, cometido contra quem não tem condição de se defender. Pretendem confundir a opinião pública, pela comparação com outros crimes que, apesar de graves e condenáveis, não têm o mesmo peso do aborto. De todos os tipos de homicídio imagináveis, o aborto é sem dúvida o mais cruel, o mais diabólico, o que maiores seqüelas deixa. O aborto atinge gravemente uma pessoa com a perda do mais sagrado dos bens, a vida. Atinge outra, a mãe, com a perene responsabilidade pela vida extinta e a angústia indelével da perda sofrida. Atinge o profissional de saúde que praticou o homicídio, pela quebra de seu juramento e pela violência à ética e à moral. E atinge também outras pessoas, as corresponsáveis pela decisão de praticar o aborto, pelo abandono aos valores mais sagrados da sociedade. É assim que agem os inimigos da Igreja, para denegri-la. Servem-se de um caso que pode suscitar dúvidas, como foi o casa da menina pernambucana, para afirmarem o que pretendem ser certezas, generalizadas a todos os casos, independentemente da gênese dos fatos. O ser humano nasce livre, inclusive para pecar. Deus, porém, é misericordioso e perdoa os verdadeiramente arrependidos. E a Sua Igreja acolhe generosamente os pecadores, desde que se mostrem dispostos a não repetir os erros conscientemente praticados. Concordar ou não com isso é uma questão de fé. Mas aborto é crime e ponto final. Mesmo em casos de estupro.
» ARENA DO GRÊMIO
O caso é o seguinte: o Prefeito apresentou Projeto de Lei Complementar, visando dar condições à construção da Arena do Grêmio. Durante a discussão do Projeto, foi apresentada uma emenda dando igualdade de condições à ampliação de outros equipamentos destinados à utilização pública, que contenham Estádios Esportivos, Aeroportos, Hospitais, Hotéis, Centros Comerciais ou Shopping Center, Escolas, Universidades ou Igrejas, assegurando ao terreno sobre o qual se acham construídos - e aos a ele incorporados - o índice construtivo aplicado no projeto original. Com essa emenda, que se tornou o artigo 9º, o Projeto foi aprovado na Câmara Municipal. O Prefeito aprovou o restante da Lei, mas vetou o referido artigo 9º, apontando suas razões para tanto. A Câmara, por sua vez, decidiu derrubar o veto, por 20 votos a 13. De minha parte, dei meu voto favorável à derrubada do veto, por uma razão muito simples: sou a favor do desenvolvimento. Essa foi a tônica de meus três mandatos anteriores e será também a do atual mandato. Estou convencido de que a área onde será situada a arena, hoje inaproveitada, receberá um impulso econômico-social muito forte, com as obras que ali serão realizadas. Além da ocupação, que vitalizará a área, a construção vai gerar empregos e impostos, além de catalisar o movimento de recursos e pessoas para a região, dando uma nova dinâmica de desenvolvimento também ao seu entorno. Do mesmo modo com relação à área onde hoje está situado o atual estádio do Grêmio. Quando se fala em desenvolvimento, é comum as pessoas pensarem apenas no lado econômico e financeiro, sem se darem conta de que o desenvolvimento também é composto pelas variáveis educação, segurança e saúde, por exemplo. Quando qualquer um desses fatores se expande ou se retrai, isso afeta os demais, no mesmo sentido, positivo ou negativo. Assim, do desenvolvimento econômico decorrem condições favoráveis para melhoria da educação, da saúde e da segurança. Na retração, o fenômeno é inverso e o atual momento econômico global é bem um exemplo disso. A insolvência das empresas produz desemprego e este traz consigo a fome, a perda da saúde e a necessidade de obter meios de sobrevivência por outros meios que não o trabalho e o emprego. Crianças deixam de freqüentar a escola para tentar ganhar a vida. As ruas se enchem de pedintes. As más companhias levam à droga, ao furto e à cadeia, quando não à morte. Por tudo isso, qualquer iniciativa lícita de promover desenvolvimento receberá sempre o meu apoio. Porto Alegre e sua população só têm a ganhar com a nova arena do Grêmio, cuja execução é também um dos fatores decisivos para que a Copa de 2014 venha para Porto Alegre. Mas a visão seria limitada se ficasse restrita a esse único empreendimento. A nova Lei prevê idêntico tratamento também a outros tipos de equipamentos de uso público, entre eles hospitais, escolas e universidades. É fácil optar pelo desenvolvimento. O difícil é entender por que alguém possa ser contra.
» DILMA É A FAVOR DO ABORTO
Não vou dizer que fiquei surpreso com a entrevista concedida à revista Marie Claire pela Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, em que, entre outras coisas, defende a legalização do aborto. Afinal, tornar-se ministra não a tirou de sua condição de ex-guerrilheira, ex-terrorista e ex-sequestradora. Tudo isso ela fez em nome de uma pretensa causa, para a qual os fins justificam os meios. Acontece que os criminosos desse nível costumam ter um senso moral crítico muito elástico, em que os fatores determinantes dessa elasticidade são, predominantemente, o interesse e a conveniência. Afinal, ela já é a candidata preferida de Lula para as próximas eleições. Mas quem ler a entrevista certamente ficará pasmo com o primarismo da argumentação da ministra em favor do aborto, muito abaixo do esperado para quem ocupa lugar tão importante no Governo brasileiro. Se essa é a visão da ministra para a solução do que chama de problema de saúde pública, trata-se de uma visão torta, deformada e inepta. Não se eliminam problemas apenas combatendo seus efeitos decorrentes, mas sim combatendo as causas que lhe deram origem. O aborto atinge na raiz um dos valores fundamentais da sociedade: a vida. E, portanto, essa questão não pode ser encarada de forma tão medíocre. Mas Dilma defende o aborto, assim levianamente, e com isso demonstra que, apesar de ter mudado a aparência física ( tornando-se uma caricatura da Angelina Jolie ), o seu conteúdo continua o mesmo. A ministra ainda disse, na mesma entrevista: “Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha.” Um primor de cinismo utilitarista... Que fica ainda mais marcante quando se sabe que ela, sem que eu entenda por quê, fez uma leitura numa Missa na Canção Nova no final do ano passado e, depois, como se não fosse o bastante, repetiu a dose, mais recentemente, em uma missa celebrada pelo Padre. Marcelo Rossi. Claro, tinha bastante público lá. Chega a ser um acinte à Igreja e aos verdadeiros fiéis. Acinte que se consagrou afronta, quando a ministra se afirmou pela legalização do aborto. Devagarzinho, Dilma vai mostrando os dentes e as unhas que havia recolhido. Lula está muito mal de candidata.
» UM LUGAR AO SOL PARA A OSPA
Aleluia! Após tanta luta, tanta discussão, tantas incompreensões, tantos contraditórios, parece que, desta vez, sai, definitivamente, o Teatro da OSPA. Pessoalmente, não creio que ainda restem dúvidas sobre a significação e o valor da OSPA para Porto Alegre e, mesmo, para o Estado. Além disso, como se diz lá pra fora: "a oportunidade é um cavalo encilhado que passa por nós e, se a gente não monta, fica a pé".Como nenhuma outra oportunidade foi tão própria e adequada como esta, certamente esta é, então, a hora do Teatro da OSPA. Tudo converge para uma decisão positiva, que dará à Capital um equipamento cultural paradigmático, que enobrecerá a área onde será edificado e enriquecerá o Centro Histórico e Cultural da cidade. O lugar existe e está disponível. A cidade quer. A OSPA também. O Prefeito propôs. Os órgãos técnicos do Município concordaram. Depende, agora, de aprovação da Câmara Municipal. Que está praticamente assegurada. Lamentavelmente, tem gente que pensa diferente. E tenta obstaculizar a decisão da Câmara, com argumentos que, embora dotados de lógica, pecam pelo afastamento da realidade. O que mais será necessário discutir e aprovar, após trilhado por inteiro o caminho do debate, do bom-senso e da legalidade? Ninguém, de sã consciência, poderá negar a rigidez com que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente trata dos assuntos ambientais, muitas vezes até com prejuízo político. Vale dizer que, se a SMAM aprovou é porque o projeto é bom. Como é o caso do teatro da OSPA. Em sua proposta à Câmara, o Prefeito Fogaça dá ênfase aos aspectos urbanísticos e culturais, afirmando que a localização proposta representa importante oportunidade de qualificação paisagística para a cidade em geral e para o contexto da orla do Guaíba, em particular, além de estimular o processo de revitalização do Centro e de oportunizar melhor acesso da população a eventos de música erudita. Está certo o Prefeito Fogaça, que merece cumprimentos pela iniciativa. Faço aqui um convite a todos: venham visitar o local do Futuro Teatro da OSPA, ao lado Câmara Municipal, junto ao Guaíba, cercado de árvores, excelente para uma agenda familiar mais ampla, que inclua, além da programação do teatro, também caminhadas, passeios de barco, de bicicleta ou de charrete. Ou para admirar o pôr-do-sol do Guaíba, de que tanto nos orgulhamos.
» TABACO ZERO
Por que tantas pessoas têm o hábito de fumar? A resposta a essa pergunta poderia, talvez, encaminhar a solução para um problema que atinge milhões de pessoas: o da dependência da nicotina. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo deve ser considerado uma "epidemia generalizada", pois, a cada ano, no mundo inteiro, cerca de quatro milhões de pessoas morrem prematuramente, devido ao fumo. É uma droga que mata mais que cocaína, heroína, álcool, incêndios, suicídios e AIDS, juntos. Já foram identificadas mais de 4.700 substâncias no cigarro. Há mais de 25 doenças relacionadas ao fumo, incluindo as cardíacas, derrames, doenças respiratórias, várias formas de câncer e impotência masculina. Nenhuma outra droga tem ação tão intensa tal qual o cigarro e os malefícios que ele provoca, lesando praticamente todos os órgãos. E, acreditem, não há nada positivo no tabagismo. Mesmo quem não fuma acaba prejudicado quando respira, involuntariamente, a fumaça do cigarro alheios em restaurantes, bares, no trabalho e mesmo em residências. O fumo passivo tornou-se um grave problema de saúde do mundo, colaborando para a grande maioria das doenças de nosso tempo. Não há nenhum outro "poluente doméstico" que traga maiores riscos de prejuízo à saúde num ambiente fechado. Se não bastasse, ainda há a implicação econômica. Um estudo da Sociedade de Estatísticas informou esta semana que os efeitos do tabaco entre os fumantes passivos, nos Estados Unidos, custam US$ 10 bilhões ao país por ano. Por tudo isso, apresentei um projeto de lei, na Câmara de Vereadores, que objetiva proibir o fumo em local público fechado. Essa é a minha contribuição à cidade de Porto Alegre em favor do bem-estar de todos, dando início a um processo de eliminação do vício de fumar.
» LULA SEM PECADO
As palavras, ações e omissões do Presidente de um País têm sempre grande repercussão. Por isso, a comunidade católica do Brasil se espantou com a manifestação do Presidente Lula, dizendo-se "sem pecado". No mínimo, foi falta de humildade do Presidente, que expôs cruamente sua falta de formação espiritual e doutrinária. O Presidente deveria, antes de fazer tal declaração, que por si só configura o pecado da soberba, fazer um exame de consciência, especialmente sobre o pecado social, tão bem abordado por João Paulo II no Catecismo da Igreja. Desejo, então, ajudá-lo nesse exame de consciência, que é ato preparatório ao Sacramento da Reconciliação.
A grande pregação do Papa foi contra a violência e, portanto, em favor da paz. Como todos sabem, a maior causa da violência em nosso País é o uso de drogas. No entanto, o maior produtor e distribuidor de drogas conhecido, as FARC, de quem o é parceiro do Partido de Lula no malfadado Foro de São Paulo. Enquanto o Presidente não assinar a declaração, solicitada pelo Presidente da Colômbia, que qualifica as FARC como "organização fora-da-lei", estará compactuando com a maior promotora de violência no mundo. Comete, assim, um pecado por omissão.
O Papa também lutou muito pela vida, desde sua concepção. Pois o Presidente estimula, com seu Governo, a prática do aborto e da eutanásia, desembocando numa política que, por seu alcance, pode ser considerada genocida. Outro grave pecado.
Para o Papa, a família é a célula "mater"da sociedade e seu fortalecimento e preservação é um dever do Estado. Portanto, promover casamento de pessoas do mesmo sexo é outro pecado social.
O aumento da carga tributária produz desemprego e grave problema social, que não se resolve com programas inócuos, do tipo Fome Zero, e sim com a redução do peso do Estado, hoje insuportável para a população. Só em viagens, o Governo Lula gastou em 2004 quase um bilhão de reais. Aumentou o número de Ministérios, para acomodar correligionários, e ainda comprou um avião de 154 milhões de reais. Essas atitudes, contrárias ao bem comum, também são pecados contra a sociedade. Ou não?
Se Lula de fato quer estar sem pecado, esse exame de consciência é o primeiro passo. O segundo é o arrependimento pelos erros cometidos. O terceiro é a correção de rumo e a firme intenção de não repeti-los. Depois de cumprir a devida penitência, então será absolvido. E, por fim, estará sem pecado.
» DOAR OU DOAR-SE?
"O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se não o experimenta e se não o torna algo próprio, se nele não participa vivamente" (Redemptor Hominis)
Entre as duas palavras, DOAR e DOAR-SE, há apenas uma pequena diferença de duas letras. Mas, entre seus significados específicos, quanta diferença...
Segundo os dicionários, DOAR tem por étimo a palavra latina DONARE, que significa "dar", e ganhou, no português de hoje, o sentido de dar ou ceder gratuitamente, gerando o substantivo doação.
Por que alguém é levado a doar / doar-se?
Fiz essa pergunta a algumas pessoas e obtive as seguintes respostas:
- Por convicção religiosa.
- Por solidariedade humana.
- Por drama de consciência.
- Por senso de responsabilidade.
- Para aparecer diante dos outros.
- Para descontar do Imposto de Renda.
Uma análise mais apurada da questão revela, entretanto, que aquele que simplesmente doa, na grande maioria das vezes, dá o que lhe sobra, o supérfluo, o que não mais usa, aquilo cuja doação não vai lhe provocar qualquer tipo de problema. Em muitos casos, esse tipo de doação até pode trazer ao doador algum tipo de benefício. Como é o caso de uma dedução do imposto de renda ou, mesmo, uma gratificação psicológica, que pode ser resumida no tranqüilizador pensamento "eu estou fazendo a minha parte".
Ainda que a motivação inicial seja altruísta - e que cumpra bem essa finalidade - por trás dela está uma tentativa de obter um ganho secundário.
Já a doação originada de DOAR-SE é bem diferente. Pois é fruto do maior e mais nobre de todos os sentimentos humanos, o amor, do qual é quase sinônimo perfeito.
Doar-se não é apenas estar disponível, como um poço que, embora de água cristalina e pura, apenas fica à espera de que alguém o busque para dessedentar-se.
Doar-se é assemelhar-se à fonte que sai de sua origem e desbrava caminhos, contorna e vence obstáculos, para ofertar-se e, mais do que isso, entregar-se a quem, mesmo sem pedir, está carente de seu auxílio.
Doar-se é ir buscar aquele que precisa e preencher algum espaço vazio na sua existência. É renunciar a si mesmo em favor de alguém. É fazer da doação um ato de comunhão.
Lamentavelmente, o mundo de hoje vê as relações entre pessoas como uma troca de bens e obstina-se em ver o amor como um contrato, ou seja, como um meio para obter algo da outra pessoa, e não como um ato para doar-se a outra pessoa.
Considerando o amor gratuito, o mundo se questiona sobre seu modo de amar.
Mas se realiza somente através do amor verdadeiro, cuja essência se encontra na sincera entrega de si, porque não existe amor sem sacrifício, nem realização sem amor.
» DIGA SIM À VIDA, MESMO.
O artigo DIGA SIM A VIDA, assinado por Pedrinho Guareschi, contém alguns equívocos e imprecisões, do mesmo modo que o próprio referendo a ser realizado em 23 de outubro. Talvez seja conseqüência do fato de a Lei 10826 ter sido imprópria e talvez intencionalmente apelidada de Estatuto do Desarmamento. Pois quem teve o cuidado de ler a Lei possivelmente percebeu que a intenção é controlar a posse, o porte e o uso de armas de fogo e não proibir a sua compra. Inibir e dificultar, sim. Proibir não. Muito menos desarmar. A criminalização - com aplicação de pena - é exclusivamente para posse ou porte ilegais, comércio ilegal e tráfico internacional. Com o que concordo inteiramente. Mas vejam só: em seu artigo 4O, falando sempre em tempo futuro, a Lei admite a compra de armas de fogo, ao estabelecer as condições pelas quais poderão ser adquiridas. E, numa posição paradoxal, a mesma Lei proíbe, em seu Art 35, a comercialização, se isso for aprovado no referendo. Mas voltemos ao escrito SIM À VIDA. O primeiro erro do autor é afirmar, sem oferecer dados, que "quem arma o bandido é, quase sempre, o próprio cidadão armado, pois mais de metade das armas dos bandidos foram tomadas do cidadão ingênuo e despreparado". Só ele tem esses dados, pois não há qualquer registro confiável de quantas armas os bandidos possuem, nem de que tipos são. Menos ainda de quantas foram tomadas dos cidadãos comuns. O segundo erro é fazer avaliações de caráter motivacional, caracterizando os que "querem armas para se defender" com expressões como "individualismo exacerbado", "desconfia de todos", "auto-suficiência arrogante" e "machismo patriarcal".Gostaria de saber de que instrumentos se valeu o autor para fazer essa avaliação. Como conseguiu ele perceber bem, como afirmou, "motivações fortemente enraizadas em valores liberais e numa cultura de violência"? Não creio que a percepção avocada seja mais do que mera opinião, já que não apresenta elementos que levem a acreditar que tenham base científica. Em outras palavras - e de forma sutil - sugeriu que quem quer arma para se defender tem vocação liberal e é violento. Dá para acreditar? Mas há um terceiro erro, exatamente em sua afirmação final, de que "para cada vida que, SUPOSTAMENTE, uma pessoa armada preserva, dezenas de pessoas morrem, exatamente por estarem armadas". O autor conseguiu fazer uma afirmação peremptória, com base num dado que reconhece suposto. Assim é demais! Vamos dizer SIM A VIDA, MESMO. Sou parceiro. Mas quem quiser argumentar sobre o referendo pelo menos respeite a verdade dos fatos e a inteligência das pessoas.
» VAMOS DANÇAR UM TANGO?
Faz poucos dias, com minha esposa Glória, fui passear um pouco em Buenos Aires, onde há trinta anos não ia. Estávamos loucos para dançar tango, coisa que os amigos dizem que fazemos bem, o que não nego. Mas meu cacoete de Vereador de Porto Alegre me fez ir além da pura lua-de-mel extemporânea, para fazer algumas comparações entre Porto Alegre e Buenos Aires. E aí confesso que me deu vontade de dançar um outro tipo de tango, o turístico. O que há de semelhante entre as duas cidades? Olha só. Ambas situam-se às margens de rios fantásticos, como poucas cidades do mundo têm: o Rio da Prata, o mais largo do mundo, e o Guaíba com o mais lindo pôr-do-sol. Ambas tinham um porto praticamente ocioso (o de Porto Alegre continua assim, infelizmente). Buenos Aires tem a feira San Telmo. Nós temos o Brique da Redenção. A gastronomia de Porto Alegre em nada a fica a dever à de Buenos Aires. Em ambas cidades há uma herança "gaucha", que se traduz num amor à terra que ultrapassa o mero bairrismo, para quase caracterizar uma nacionalidade. Seus povos são passionais na militância política, esportiva, religiosa, cultural e em tudo mais em que se envolvam. E, apesar disso ( até por isso, talvez ), são generosos, acolhedores e amigos numa magnitude como só por aqui se vê. Entretanto, lá o turismo dá certo e prospera, enquanto aqui... Bem, agora que mudou a administração municipal, talvez possamos ver realizado o Projeto do Porto dos Casais, por exemplo. Sei, de fonte segura, que o Governador Rigotto pretende levá-lo avante, através de uma PPP. O Prefeito Fogaça tem o máximo interesse em que isso aconteça. A cidade toda, aliás. Mas há muitas outras coisas por fazer. Desenvolver o turismo de eventos. E também o turismo de negócios, o religioso, o ecológico e o de lazer puro e simples. Turista em Buenos Aires, não deixa jamais de ir a shows de tango, cujas montagens impressionam, à semelhança dos shows europeus e americanos. Aos turistas, inclusive, é oferecida a possibilidade de aprenderem a dançar tango e milonga, um verdadeiro sucesso. Não poderíamos fazer o mesmo? Imaginem grandes espetáculos de música e folclore gaúchos no teatro do SESI, por exemplo, ou no Opinião ou, ainda, no Pôr-do-Sol, ao ar livre, para turistas. Temos uns poucos restaurantes esforçados que tentam suprir essa falha. Mas não basta. Pensem num grande teatro, construído numa das pedreiras desativadas. Ou num esquema integrado de passeio de barco pelas ilhas, estendendo-se até Itapoã, com almoço ou jantar completo (típica comida gaúcha, é claro ), shows de música e uma bailanta daquelas "lá de fora". Pensem em escolas de danças gaúchas, não só as grupais, mas especialmente as de casais, como o xote, a vanera, o bugio, a rancheira e outras. Vai ser uma coisa linda de ver, os turistas saracoteando as ancas, pilchados, tomando chimarrão, satisfeitos de deixar seus dólares por aqui, em troca da alegria de terem, por uns dias, se sentido um pouco gaúchos !... À nova Administração Municipal não faltam talento nem capacidade para dançar esse tango. Sou parceiro.
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