POR QUÊ VOTAR
Eleição para Vereador só em 2012. Portanto, este ano não sou candidato e não busco voto para mim. Assim, sinto-me à vontade para provocar uma reflexão aberta sobre o valor do voto. Tenho uma amiga, Dª Eloá, viúva, de mais de 80 anos, já com dificuldade para caminhar e que mora sozinha. Praticamente, a única atividade que tem é a doméstica. E, assim mesmo, com limitações. Mas o seu espírito cívico é deslumbrante. Quando chega a época de eleição, todo mundo já sabe: ela “escala” algum de seus vizinhos para levá-la até o local de votação e faz questão de questionar meio mundo sobre quais os melhores candidatos para este ou aquele cargo. Se alguém lhe pergunta por que ela insiste em votar, fazendo um enorme sacrifício para isso, já que está desobrigada pela lei, ela sempre responde: “Eu tenho um por quê votar. Eu sou cidadã. Tenho direito de votar. E tenho obrigação, também. Se eu não voto, deixo que outros escolham para mim. O meu voto faz falta e pode decidir a eleição de um Deputado ou Senador. Acho que quem se omite não tem o direito de reclamar depois. Mas tem mais: eu quero eleger alguém em quem eu acredito, que siga os mesmos princípios e tenha os mesmos valores que eu. Eu quero estar bem representada no Governo ou no Parlamento. Eu quero depois, de cabeça erguida, poder cobrar providências e sugerir soluções para os problemas que eu vejo. Reconheço que os políticos, hoje, têm má imagem, por causa das tantas bobagens que fazem. Mas isso acontece exatamente porque a maioria das pessoas não dá valor ao seu voto e elege qualquer um, desde que lhe faça alguma promessa de vantagem. Eu escolho meus candidatos analisando a vida deles. E só voto em gente boa. De vez em quando algum me decepciona. Daí eu me sinto no direito de cobrar dele o erro cometido. Mas, se eu não votar, ou votar em quem não conheço, vai ser muito pior. Por isso, vou votar enquanto estiver viva e lúcida.” Que belo exemplo, não acham?
Vereador JOÃO CARLOS NEDEL